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mais de trezentos anos o comandante de uma das expedições destinadas a fortificar a costa, tomar conta dos territórios estado a  dentro   e transformar  seus habitantes em súditos da coroa, alterou o curso do caminho pelo qual estou subindo procurando  passagem para sua máquina de guerra em direção aos campos que habita a ave que voa veloz. Com pólvora abriu na rocha, à beira do precipício, uma passagem curva como a argola de um cadeado, e marchou de encontro aos índios do segundo planalto que, mais tarde, viriam a lhe impor uma dramática escapada da morte com seus soldados. No cadeado ergueu um santuário a nossa senhora anos depois  arrancada do seu pedestal. Mas, o mirante permaneceu, e dele se tem a melhor vista do mosca azul e, mais acima, subindo pelos trilhos, se encontra água gelada jorrando do paredão para matar a sede. Desde esses antigos tempos, ao longo do caminho, principalmente no cadeado, não obstante o santuário e sua pretensa força para  exorcizar o lugar, chupacabras  e outros seres desconhecidos aterrorizam os viajantes com suas aparições fantasmagóricas. Longe de serem os conhecidos serelepes, macacos, onças, jaguatiricas, são criaturas muito mais... Até hoje, por fazendas e sítios próximos, são encontradas ovelhas, galinhas, patos, cães, sugados de seus órgãos internos cirurgicamente sem qualquer laceração, por resultado de ataques silenciosos de um bípede fortíssimo de um metro e setenta centímetros, com poderosas garras de três artelhos córneos, focinho achatado com caninos muito grandes para fora da bocarra, olhos paralisantes injetados de sangue, comportamento de inteligência animal incomum. Até parece gente.  Habitantes das entranhas da terra remanescentes de sauros pré-históricos? Alienígenas com suas bestas de laboratório em teste?  Insetos mutantes gigantescos oriundos de experimentos atômicos fora de controle? Produtos híbridos dos intercâmbios tecnológicos de extraterrestres e do governo secreto paralelo da terra? Fruto do pensamento dos únicos seres pensantes? Contam alguns do lugar, nos quais poucos creem, que a única forma de parar tal monstro é mirar no fundo dos seus olhos de sangue e paralisá-lo, como os felinos fazem com suas presas, e os humanos em geral desconhecem que deveriam fazer com… Eis aí uma porção de histórias para contar. Alguma seria melhor que a outra? A verdadeira seria a mistura de muitas? A trama ou o conteúdo? Ou boa trama com conteúdo? Seres mortais que tentam contar histórias: assurbanipais homeros shakespeares virgílios, dantes, cervantes, camões, rumis, escribas do egito antigo, anônimos de as mil e uma noites, goethes, prousts, machados, clarices. Doença perigosa, e sempre a impossibilidade de...

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