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Mas, quando minha mente viaja num vislumbre do que supostamente já sei ou percorre sonhadora as galerias do incrível, e eu admito que isso tudo seja regido pela complexa ordem do caos, e ouso pensar que, ainda assim, possa não ser tudo, o êxtase me toma. É como se contemplasse um vasto ninho macio e aquecido, onde conviveria com qualquer um e todos os demais do multiverso; um útero carinhoso a me atrair como o lugar perfeito  onde... Nesses momentos, sou capaz de imaginar qualquer perdão, de sentir toda a ternura, de arregalar os olhos  em qualquer direção pois tudo é; de esperar qualquer possibilidade já que Eu também Seria, de abandonar-me com total confiança ao mistério, de entregar-me como um irmãozinho ou uma irmãzinha  ao quântico e ao cósmico. Nossa! Abrandam-se as rugas do meu rosto, acentua-se o brilho dos meus olhos, invadem-me sons naturais nunca antes percebidos, arrepia-se a minha pele, retifica-se a minha espinha, alinham-se meus ombros, projeta-se meu coração como se quisesse tocar o mundo, as rugas do meu tempo retornam acentuadas na expressão de um sorriso definitivo, sinto como nunca o prazer das respirações profundas. Nossa! Nessas raras horas eu sei. E não me venha o dosta com gozações sobre o belo e o sublime

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