Bordado N'Água

34. Yvy Marãey, tempo de fazer o que dissemos que faríamos (8)

June 5, 2019

São tantas as crise no mundo, não é mesmo Guataha? Acreditamos que o que temos é um mundo em transição. Não temos muitas escolhas: ou utopia ou morte. Para apostar nas utopias na direção do desenvolvimento para todos com solidariedade e da democracia universal com participação, devemos cultivar determinados valores e desenvolver determinadas competências.  Em primeiro lugar, a adoção da justiça, democracia, solidariedade, respeito pela diferença; em segundo lugar, uma decisiva competência para fazer acontecer, para dar concretude ao novo. Se não formos por aí, teremos que ceder mais e mais espaço para a morte. Para desenvolver tais competências que escolhas teremos que fazer? Confirmar as pessoas e o seu desenvolvimento em plenitude como a essência da transformação em qualquer sentido, não acha? O capital intelectual, como substrato para a criação rápida, profusa e permanente, reemerge como decisivo para o sucesso de qualquer empresa pública ou privada. Em outras palavras, os governos precisam ser produtivos na direção do novo para sustentar sua existência, e esta produtividade depende das pessoas. Tal potencialidade, porém, não está simplesmente dada, mas precisa ser realizada, libertada, desenvolvida.  O núcleo vital das pessoas encontra-se, em grande medida, condicionado pela educação recebida e pelas práticas gerenciais que cerceiam a criatividade e completamente desconectado da transcendência. Assim nos parece por aqui, Guataha. Isso tem que ser superado por uma nova produtividade, que significa aptidão para criar as soluções para quaisquer que sejam os problemas e projetar novos sonhos sempre, sem que para  isso  seja necessário qualquer espécie de comando, instrução ou controle, mas apenas a Visão (de organização e de sociedade) que se sonha realizar. Desenvolver  esta potencialidade demanda favorecer ambientes e circunstâncias que propiciem a este trabalhador intelectual autêntico desenvolvimento integral. O que está em jogo é a ideia de que existem caminhos para que os trabalhadores  cresçam na consciência de seu papel  e sejam pessoas sempre mais criativas, aptas a produzirem conhecimento e a utilizá-lo para resolver problemas e concretizar sonhos. A liderança deve promover o respeito pela diferença e pela individualidade, o diálogo permanente e a participação, a busca da excelência dos serviços e a ética, a justiça e a solidariedade, a coerência entre o discurso e a prática. Nada mais desalentador do que um discurso de mudança  acompanhado das velhas práticas mecânicas, quando não desleais. Talvez fosse melhor ter permanecido na condição de coletores caçadores como há dez mil anos atrás...mas as pontes que atravessavam o Rubicão foram destruídas, não há retorno... não obstante o congelante medo da inteligência artificial. Aqui em Yvy Marãey, temos mais medo é da  ganância, pois ela é a mais capaz das obscuridades capazes de descontrolar a inteligência.

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