Bordado N'Água

39. Yvy Marãey, tempo de fazer o que dissemos que faríamos (13)

June 21, 2019

Uma coisa temos que reconhecer. Para além das atribuições legais de cada um, estamos todos no mesmo barco e não nos pode ser permitida a acomodação ao controle do controle do controle, independente dos resultados (sólidos e sustentados) que isso possa produzir. Cada uma das instâncias não pode ser apenas cadeia de produção e transmissão de atos que transferem a responsabilidade para outros. Fazer o paciente assinar uma declaração sobre a consciência dos riscos potenciais de uma anestesia geral não resolve nada com relação à possível ocorrência de choques anafiláticos. É necessário também preparar a equipe, a adrenalina e o oxigênio para tratá-los quando ocorrerem. Só a cura prevalecerá como verdadeiramente significativa, embora o mero rito da pajelança possa distrair por um tempo.  É necessário produzir mudanças para produzir valor social, e isso passa pelo contraponto ao cansaço e à mesmice que nos invade. Pergunta nosso guru: “Qual é a expectativa de vida dessa democracia sem resultados?” Problema para o líder. O líder, com sua equipe de direção, e com os servidores em geral, é o responsável pelo recorte das propostas para quatro anos de um governo, respeitado o contexto de longo prazo e, sobretudo, é o responsável por fazer acontecer as propostas aprovadas nas urnas. O líder é também aquele que zela para que todas as forças administrativas não percam o foco nos resultados que precisam ser atingidos, não dispersem esforços e recursos, não se percam em atividades meio. O foco é o que interessa à população, aquilo que muda sua vida, efetivamente, para melhor. As ideias têm de sair do papel e isso é o que distingue os governos.. O discurso mobilizador precisa ser desdobrado em planos de execução consistentes, que estabeleçam as prioridades para os investimentos, dando maior peso aos que têm maior alcance social, privilegiando-os sobre os gastos correntes. Os parâmetros de gestão devem ser definidos a partir da qualidade das obras e serviços que se pretende, dos custos adequados, dos prazos para sua execução e dos respectivos responsáveis em cada etapa, tudo fixado em contratos, como ferramenta de alto desempenho na execução. A máquina administrativa deve voltar-se para a execução do planejado. É necessário combater a inércia, a gestão rotineira. É preciso inovar, melhorar a qualidade dos serviços e facilitar a vida dos cidadãos. Para isso, a revisão e aperfeiçoamento dos processos de trabalho e a descentralização das decisões administrativas são fundamentais, bem como a revisão e modernização das estruturas administrativas das secretarias e órgãos, com sua compactação e organização em redes. Yvy Marãey  precisa ser mobilizada. A máquina pública é de grande importância e exerce papel fundamental na sinalização dos padrões éticos, reguladores e mesmo financeiros, mas, desde sua concepção, Yvy Marãey só terá chance se for um sonho de todos. É preciso definir objetivos comuns a todos, alinhar interesses individuais e de segmentos da sociedade e do governo, com os objetivos globais da cidade. Temos que parar para falar sobre um habitante por carro numa Yvy Marãey sem transportes, em  tanto aluno numa cidade com tão pouca educação, em tanto valor por serviços tão ruins, em tanta coisa nenhuma como direito adquirido, tanto palavrório sobre ética e em tanta mãe envergonhada do comportamento dos filhos... É ou não é, Guataha?

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