Bordado N'Água

41. Indivisível (I)

July 18, 2019

Então o sino de bronze tocou pela primeira  vez. Inefável  levantou-se,  e do lugar que ocupava no coro da igreja, dirigindo-se à Indivisível, deu início a um cantochão que lhe interrogava sobre o que deveriam fazer os homens e mulheres para desenvolverem consciência e confiança uns para com os outros e a tudo que existe. Postando-se de frente para a platéia, Indivisível entoou sua resposta:

Em cada pessoa arde a fagulha capaz de incendiar todas as possibilidades de realização da vida. Fazê-la brilhar é potencial da natureza humana, que precisa ser libertado, (des) envolvido, para invadir o mundo. A suprema ética da existência seria levar à realização plena o potencial de cada um, caminhando sem tréguas a boa jornada,na busca da Transcendência, Consciência, Sapiência, Psique, Ciência, Civilização, Política...

A essência da família seria a de ser espaço de solidariedade; abrigo tecido por afetos materno-paternais, filiais, eróticos entre pessoas livres; campo do cuidado de que todos necessitam nas distintas fases da vida, da acolhida inicial até o ocaso da existência. Família seria feita de vínculos sempre renovados em gestos de responsabilidade que se abraça livremente, é solidariedadelivre e incondicional,nos bons e maus momentos,do início ao fim.

Na realização de um trabalho, do artesão à complexa organização, é preciso saber, saber fazer e querer fazer. Só as pessoas são capazes de desenvolver competências nessas dimensões, e elas serão seus talentos mais que as prerrogativas que os títulos lhes confiram. Às organizações de trabalho, também por seu interesse, caberia promover o desenvolvimento de tais competências, tarefa da qual, estimulados, jamais os homens se cansariam.

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