Bordado N'Água

46. Inclusivo (II)

September 26, 2019

E prosseguiu Inclusivo: Um abismo divide o mundo entre quem tem muito e quem tem muito pouco. Bilhões de pessoas sentem mais do que o ideal de acumulação do capitalismo, a impossibilidade de sobrevivência a partir da qual se pode ser livre e (des) envolver. Para lutar contra a desigualdade seria preciso tratar com cuidado especial quem mais necessita. Ao estado caberia defender a equidade promovendo oportunidades e distribuição equânime de bens.

A história das nações, não pode deixar à margem as constantes exclusões e genocídios; precisam ser lembrados para que não se repitam e para que a cidadania indispensável à integração das pessoas às sociedades seja um construto de todos. Nem sempre a condição de cidadão significou liberdade e justiça, mas, certamente, teria sido superior às múltiplas formas de escravidão e morte presentes quando a cidadania não existiu foi perdida.

Com sutis variações o que temos é um modelo de expectativas de tipo opulento, que visa conforto, prazer e consumo. Os filhos da Terra já consomem mais do que ela é capaz de renovar. Sem morte em escala é impossível incluir no atual padrão médio mundial de consumo os que ainda não chegaram a ele. O caminho seria a promoção da moderação da voracidade, para a urgente sustentabilidade e sobrevivência inclusive do homem.

A inquietude da natureza humana, as incertezas que acompanham cada pessoa na vida, a desconfiança a respeito do que não conhecemos, enfraquece nossa procura pela paz e pelo bem. Enfrentar isso com resignação, em muitos momentos seria uma luta solitária; mas refletir como comunidade solidária, sabendo que, às vezes, será possível apenas crer naquilo que não se pode saber, teria o dom de multiplicar as forças para a caminhada.

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